Asa Branca faleceu a 4 de fevereiro de 2020, aos 57 anos. após uma dura batalha contra o cancro e o VIH e deixou uma lição dura, mas necessária. Fama e dinheiro desaparecem rápido quando a gente perde o controlo. Perivaldo. Vestir a camisola da seleção brasileira é um privilégio que poucos jogadores conseguem alcançar.
E Perivaldo, lateral direito hábil e rápido, foi um desses escolhidos. Ao longo da carreira, brilhou por clubes como o Bahia, Botafogo e Palmeiras e chegou mesmo a jogar no futebol asiático na Coreia do Sul. Mas o que parecia ser uma carreira consolidada e estável logo se transformaria numa das histórias mais tristes do futebol brasileiro.
Durante a sua passagem pela Coreia, Perivaldo não se adaptou à cultura local. Sem pensar duas vezes, rompeu o contrato e decidiu tentar a sua sorte na Europa. Viajou para Lisboa, acreditando que surgiriam oportunidades nos clubes portugueses. Nós procurámos a Federação Portuguesa de Futebol e a informação oficial é de que não há registo de nenhum jogador brasileiro chamado Perivaldo Lúcio Danta.
Só que os convites nunca chegaram. Sem clube, sem contrato. E agora num país estrangeiro, teve de utilizar o pouco dinheiro que tinha para sobreviver. As economias acabaram e vieram as decisões erradas. Negócios mal feitos, burlas financeiras, promessas vazias. Em pouco tempo, o ex-jogador da seleção brasileira estava a dormir nas calçadas de Lisboa.
Mais tarde, à noite, encontramos o local onde Perivaldo dorme. A gente descobriu então que Perivaldo, o antigo jogador do Bangu, do Palmeiras, do Botafogo, do seleção brasileira, hoje é um morador de rua em Lisboa. Sim, o mesmo homem que um dia defendeu o Brasil em campo, lutava agora por comida nas ruas da capital portuguesa.
Eu sabia ganhar dinheiro, sempre soube. O que nunca soube foi gerir. Soube sempre ganhar dinheiro, sabia como ganhar. O problema todo meu foi gerir, que é o mais importante. Não é só eu ganhar, saber gerir. Eu geri muitas coisas boas, não soube foi mantê-las. Foi apenas quando foi reconhecido por um repórter que a sua história voltou à baila.
A como foi grande. O Sindicato dos Jogadores do O Brasil interveio. Temos de abraçar o Perivaldo. É um atleta que teve história no Brasil, está numa terra distante. Se a questão for dele voltar para o Brasil, vamos patrocinar a volta dele. Trouxe Perivaldo de volta ao país. Mas já não há volta a dar. É tempo de seguir viagem.
Ironia do destino dos últimos locais que vê antes de sair de Lisboa. É os é mesmo definitivo. Onde está você? Você passou onde está a Lisboa? A minha irmã fala a minha irmã. Esta é a minha irmã. Meu filho. Ofereceu habitação, emprego. Trabalhando agora já empregado, contrato assinado, tudo direitinho. Está a ver? E pela primeira vez em muito tempo, esperança.
Mas essa reviravolta durou pouco. Em julho de 2017, Perivaldo faleceu aos 64 anos, vítima de uma pneumonia. partiu sem ter tido tempo para reconstruir a vida que perdeu. A sua história é daquelas que dóem, porque nos mostra que às vezes até os heróis que vestiram a amarelinha acabam esquecidos, sozinhos e derrotados pela vida.
Rui Rezende. Marcou gerações ao interpretar o misterioso lobisomem Astromar Junqueira na novela Roque Santeiro. Bastava aparecer em cena para que a atenção tomasse conta da sala. Ao saudar tão impoluto cavaleiro andante da justiça. Rui Rezende era isso. Presença. Voz forte. Olhar profundo, talento em bruto. A sua carreira foi sólida e respeitada.
Fez teatro, cinema e televisão com o mesmo profissionalismo. Era daqueles atores que não precisavam estar em todos os programas para serem lembrados. Ele tinha algo de raro, mística. Mas por detrás desta figura marcante havia um homem que carregava arrependimentos. Ao longo dos anos, Rui tomou decisões que comprometeram a sua carreira.
Em entrevistas, o próprio admitiu, priorizou projetos errados, aceitou papéis que não lhe renderam nem reconhecimento artístico, nem retorno financeiro. E o pior, deixou passar oportunidades que poderiam ter mudado o seu destino. O dinheiro que ganhou, e não foi pouco, foi mal gerido. E quando a idade chegou, a conta veio juntos, sem contratos fixos, sem segurança social, sem reservas.
Aos poucos, os convites cessaram e o dinheiro também. Na velice, o Rui viu que precisava de ajuda. Foi então que tomou a decisão que muitos atores veteranos enfrentam com dor no coração, se mudar para o retiro dos artistas. Ali reencontrou amigos do passado e passou a viver com mais dignidade, mas não escondia a mágoa por ter sido esquecido pela indústria que um dia o aplaudiu.
Hoje é recordado com carinho por aqueles que acompanham os clássicos da TV. Mas a sua história deixa-nos um alerta duro. Talento por si só não garante futuro. E a fama? Ah! A fama pode evaporar no tempo de um intervalo comercial. Narjara Tureta. Nos anos 80, o Brasil viu surgir uma jovem atriz com um talento encantador e um sorriso doce que conquistava o público.
Narjara Tureta brilhou nas ecrãs desde a infância e tornou-se um rosto conhecido em novelas como Malu Mulher. Onde está a mãe liberal? A liberalidade é uma coisa, a libertinagem é outra. e tantas outras produções da Globo. Ela parecia ter tudo para uma carreira duradoura, beleza, talento para que possa sarar depressa. Ora, faça-me favor, irmão Rosário.
Quem nos faz sará e popularidade. Mas como tantos outros artistas, Narjara caiu na armadilha do contrato temporário da instabilidade artística. tá a acontecer com as novelas hoje em dia? Está difícil, ok? Eu não sei o que é que é. Eu acho que os abandonaram muito. E da falta de reconhecimento financeiro. Enquanto o público acreditava que ela estava bem, Nadara enfrentava anos de dificuldades.
O que eu gosto de fazer é televisão. Eu Faço-o há 38 anos, quase 39. Portanto assim, não é porque de repente estou nos altos e baixos, porque se eu apanhar um emprego fixo torna-se complicado. É uma forma de eu tentar sobreviver. Com poucas oportunidades na TV, sem contratos longos e sem segurança financeira, ela teve de recorrer a trabalhos bem distantes do glamur da televisão.
Num dos momentos mais difíceis da sua vida, foi apanhada vendendo água de coco nas ruas do rio ao lado da mãe. O tempo passou e os trabalhos na TV começaram a diminuir. A atriz foi apanhada a vender coco nas ruas do Rio de Janeiro. E quando questionada sobre isso, respondeu com a dignidade de quem nunca teve vergonha de trabalhar.
Fiquei na rua 10 anos a vender água de coco com a minha mãezinha. Foi punk, mas foi o que manteve-me de pé. Estive na rua 10 anos a vender água de coco com a minha mãezinha. Foi, foi punk assim, foi assim, não tenho, não é? Não não tenho vergonha nenhuma, antes pelo contrário, eu acho que foi de uma dignidade, era o que havia.
Muita gente me pergunta, Narcepcionista, fazia bicos, lutava muito para manter o básico, pagar a renda, a alimentação e a dignidade. Apesar de tudo, nunca se vitimizou. Ao ao contrário do que muitos pensam, ela disse que não perdeu fortuna nenhuma, porque nunca chegou a ganhar tanto quanto as pessoas imaginavam. E essa é outra dura verdade da TV.
Muitos rostos famosos não recebem metade do que parecem ter. Hoje, Narjara tenta recomeçar, atua como dobradora, faz pequenas participações na TV e começa finalmente a estabilizar com projetos próprios. Mas a recordação dos anos difíceis ainda ecoa. A sua história é uma bofetada na cara da ilusão de que a fama significa riqueza.
Porque a verdade é que mesmo quem já foi estrela pode acabar por vender água na calçada. Roy Rosselo. Nos anos 80, ser menudo era sinónimo de fama mundial. [Música] Espetáculos lotados, gritaria de fãs, programas de TV, contratos milionários. E entre os rostos mais conhecidos da boy banda porto riquenha estava ele, Roy Roselo. Com o seu charme e juventude, Roy fez parte do grupo de 1983 a 1986, período em que a banda viveu o auge do sucesso, mas havia uma regra cruel.
Ao completar 16 anos, os membros eram obrigados a sair. Quando essa hora chegou, Roy tentou seguir uma carreira a solo, mas o sucesso nunca mais foi o mesmo. Vieram então os trabalhos esporádicos: responsável de vendas em Porto Rico, proprietário de uma cafetaria em Porto Alegre, casamentos conturbados e com o tempo as contas começaram a pesar.
O Roy tem cinco filhos com cinco mulheres diferentes e foi precisamente por não conseguir pagar pensão que a sua vida fez manchete novamente, mas desta vez não por música e sim por escândalo. Durante a sua participação no reality show A Fazenda, teve a sua prisão decretada por atraso no pagamento de pensão de alimentos. [Música] O ex-menudo Roy Rosselo foi surpreendido com o mandado de detenção.
O motivo deixou de pagar pensão de alimentos. Foi um choque. O antigo ídolo Tim, que já arrancou suspiros em todo o mundo, agora era notícia por dívidas e desleixo com a família. Em entrevista ao programa de Rodrigo Faro, Roy admitiu que perdeu todo o dinheiro que ganhou com o Menudo e não só. Revelou que o manager do grupo era desonesto e que os lucros foram divididos de forma desigual.
Quanto tem hoje dos milhões que ganhou no Menudo? Nada. Nem um tostão. Hoje Roy vive no Brasil e trabalha como missionário religioso, tentando reconstruir a sua vida longe do espetáculo. Mas a sua história escancara uma realidade cruel. Nem mesmo os ídolos internacionais estão imunes a maus contratos, decisões erradas e a dura justiça da vida.
Francisco de Franco. Quando a dor do cancro me dilacerava por dentro, lembrava-me de como tratei mal os animais no circo. Foi como se o destino me tivesse vindo cobrar. Francisco de Franco iniciou a sua carreira nos anos 50 nos bastidores dos circos e programas humorísticos. Com carisma natural e talento de sobra, ele não demorou a chamar a atenção também na TV.
A sua estreia veio em 1971 na novela Bandeira 2. Mas o estrelato mesmo chegou quando deu vida ao personagem principal da telenovela Jerónimo, o herói do sertão, na TV Tupi. Com a sua postura firme, ar de galã e jeito de homem do povo. Onde tinha qualquer problema, lá estava Jerónimo vivendo o seu papel de herói e de galã. Francisco virou o rosto que todos reconheciam nas telas brasileiras.
Era adorado pelo público, requisitado pelas emissoras e até apontado como uma das promessas duradouras da dramaturgia nacional. Mas a fama tem o seu preço e O Francisco não soube lidar com ele. Depois do auge, começou a recusar papéis, fez escolhas de carreira pouco estratégicas e aos poucos foi-se distanciando dos estúdios.
A grana foi a terminar e quando os convites deixaram de chegar, viu-se forçado a aceitar trabalhos como showman em clubes e circos do interior, onde antes era apenas atração de luxo. O tempo passou, os refletores apagaram-se e Francisco de Franco, o antigo herói da TV, acabou assumindo um cargo como motorista servidor público, completamente esquecido pela imprensa, pelos colegas e pelo público que um dia o idolatrava.
Nos seus últimos anos, vivia recluso, doente, sem dinheiro e longe de tudo o que um dia o fez brilhar. Passei a vida inteira como um operário de uma fábrica de ilusão e, para pior, vivendo da sua própria. Francisco faleceu em abril de 2001, aos 62 anos, vítima de cancro do pulmão. Sua história é um retrato triste de um talento desperdiçado pela má gestão da fama e por um sistema que rapidamente esquece quem já não serve para entreter.
Mr. Amy. Nos anos 2000, o Brasil parava perante a TV para assistir a um homem mascarado, revelar os segredos mais bem guardados da magia. Segredos dos mágicos serão sempre revelados pelo grande Mister M. Era ele, Senr. Em, o ilusionista misterioso, que chocou o mundo ao mostrar passo a passo como os grandes truques eram feitos.
Por detrás da máscara estava o norte-americano Valentino. Vai tirar a máscara. Assim, mágico dos mágicos, bem-vindo ao mundo real. E durante algum tempo ele foi uma verdadeira celebridade mundial, sobretudo no Brasil, onde se tornou um fenómeno de audiência. Mas o que parecia um caminho para o Estrelato tornou-se, na verdade, uma rasto de perseguições.
Os mágicos uniram-se. Eles até abriram uma conta bancária doando dinheiro a que alguém me matasse. Queriam contratar um assassino para me tirar a vida. Eles acreditavam que a arte da magia iria desaparecer, ficaria arruinada para sempre por minha causa. Processos e ruína. Mágicos e associações da classe ficaram revoltados. Chamaram o Mr. M de traidor.
Acusaram-lo de destruir a magia enquanto arte. Punhalou os colegas pelas costas por dinheiro, não é? Porque fez aquilo por dinheiro, né? E o mágico não faz aquilo. Contou os segredos todos. Não faz, mas o fantástico é que abraçou o bagulho, não é? B os mágicos ali foi muito degradante aquilo. Foi, foi bem, já contou o segredo já, bicho.
Sacanagem a mais. Mas e não, ele ficou como herói, não é? E nós mágicos ficamos de babaca. Então, revoltados chamaram Mr. M de traidor. Acusaram-lo de destruir a mágica enquanto arte. O resultado? Uma enchurrada de processos judiciais, contratos cancelados e portas que se fecharam em todo o lado. Aos poucos, o Mr.
M desapareceu dos media e quando voltou a aparecer, foi para dar uma notícia triste. Estava com cancro de próstata. Mágico estaria com cancro na próstata. Há cerca de dois meses, saiu uma notícia de que estaria com é um cancro. Eu queria que falasse um pouco a respeito disso, o que que realmente está a acontecer. E sem dinheiro lançou uma vaquinha virtual para tentar custear o tratamento.
Isso mesmo, o homem que um dia foi estrela em horário nobre, agora precisava de donativos para lutar pela vida. Em 2017, já sem a máscara, ele contou tudo em entrevista à TV brasileira. Com a voz baixa e o semblante cansado, disse que não se arrependia, mas que pagou um preço muito alto por mostrar o que os outros escondiam. Felizmente, o Mr.
M conseguiu vencer o cancro e em 2023 esteve no Brasil para uma pequena digressão. O retorno de Mr. M. 10 anos depois, o mágico dos mágicos está de volta aos palcos brasileiros. Mas aquele brilho já não era o mesmo. O ilusionista, que revelava segredos, carregava agora cicatrizes. E não apenas no corpo, mas na alma. Valentino sobreviveu, mas nunca mais reconstruiu a carreira.
Afinal, quando revelas todos os truques, o palco nunca mais é o mesmo. José Campos. Nos anos 80, todo o Brasil conhecia o rosto e o corpo escultural de Jos Campos. Surgiu na televisão em 1982, participando num quadro do programa TV Mulher, comandado por Clodoville. E dali em diante tornou-se presença garantida nos maiores concursos de beleza do país, inclusive tem sido o prestigiado menina de Ipanema em 1987.
José foi considerada uma das maiores As musas da época, uma das melhores capas de playboy dos últimos anos. Estampou capas de revistas masculinas, desfilou nas passerelles mais badaladas e brilhou com sensualidade e carisma na TV. Durante os anos 90, ela esteve no auge, rica, desejada e a viver o sonho de qualquer modelo brasileira.
Mas o sonho tornou-se pesadelo e rápido. No início dos anos 2000, Jos desapareceu dos media e quando voltou a ser mencionada, foi em uma reportagem chocante. A ex-modelo estava a viver nas ruas do Rio de Janeiro, deambulando sem rumo, visivelmente debilitada e a passar fome. Viver com a ajuda de uma vizinha que lhe dava comida de vez em quando, a Josie já não era nem sombra da mulher deslumbrante que encantava o Brasil.
Estava desorientada, emocionalmente instável e completamente esquecida pelo mundo artístico. A explicação para a sua derrocada veio logo a seguir. José sofria de esquizofrenia, a mesma doença que já tinha afetado a sua mãe. O diagnóstico foi tardio, mas explicou as mudanças bruscas de comportamento e o colapso total da sua vida profissional e pessoal.
Após ser resgatada, foi internada numa clínica psiquiátrica em Porto Alegre, onde ainda vive sob cuidados médicos. A sua trajetória dramática inspirou o livro Da fama à fome, que narra com pormenor o declínio de uma das maiores beldades brasileiras da sua geração. Hoje, com 61 anos, Jose Campos vive longe dos holofotes e a sua história nos lembra que muitas vezes a queda de um ídolo não vem só da má gestão financeira, mas também do abandono completo da saúde mental.
Sergei. Foi o roqueiro mais excêntrico do Brasil. Sergei, nome artístico de Sérgio Augusto Bustamante, viveu como um verdadeiro personagem da era psicadélica. Com roupas extravagantes, cabelos compridos e atitudes irreverentes. Ele não só fazia espetáculos, ele encarnava o rock and roll. Sergei nasceu numa família de classe média alta e chegou a viver em Nova Iorque na adolescência.
Foi aí que teve contacto com o movimento hip, com a contracultura e com os grandes festivais de música. Conheceu gente influente e jurava que viveu um breve romance com Jis Joplin, ícone do rock mundial, durante o festival de Wood Stock em 1969. Sergei era um colecionador de histórias e dizia ter namorado com James Joppin, que conheceu durante o festival de stock.
De regresso ao Brasil, Sergei tornou-se uma figura cultuada por uma legião de fãs alternativos. Gravou discos, se apresentou em programas de TV e participou em desfiles, sempre com a energia de quem parecia não envelhecer. Mas o sucesso nunca se traduziu em dinheiro. Nos bastidores, Sergei vivia uma realidade bem diferente da imagem colorida que exibia nos palcos.
Não sabia cuidar das finanças, não tinha reservas, não planeava o dia de amanhã. E quando os holofotes começaram a apagar, ele simplesmente já não tinha como se sustentar. Morava em Saquarema, num imóvel simples, repleto de objetos antigos, memórias e pó. Era um museu vivo de si mesmo. Mas quando a saúde começou a falhar, as coisas pioraram rápido.
Com sinais iniciais de Alzheimer, Sergei passou a depender da ajuda de amigos e fãs para sobreviver. Nos últimos anos, já debilitado, não conseguia mais apresentar-se e tampouco pagar os seus próprios cuidados. Ele faleceu a 7 de junho de 2019, aos 85 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos. Faleceu hoje, aos 85 anos, no Rio de Janeiro, o cantor Sergei.
Um dos ícones do rock brasileiro, o músico enfrentava uma batalha contra o Alzheimer. Sergei estava internado na UCI deste hospital há 11 dias. O cantor morreu na manhã desta sexta-feira devido à problemas cardíacos causados por pneumonia, desnutrição e complicações típicas da idade. Morreu como viveu, fora dos padrões, mas deixando uma marca eterna em quem o viu brilhar.
A sua trajetória é um hino do sexo, drogas e rock and roll. [Música] Só que sem a parte do final feliz. Sida Santos. Em 2004, o Brasil inteiro torceu por ela. Cida Santos entrou no Big Brother Brasil com o sonho de mudar de vida. Era simples, humilde, mãe e cedo conquistou o público com o seu verdadeiro jeito. Quando venceu o programa, levou para casa meio milhão de reais.
O público decidiu com 69% dos votos, o Big Brother Brasil 4 foi conquistado por Gilda Silva dos Santos. Aida. uma enorme fortuna na época. E por um tempo parecia que a vida dela finalmente tinha virado o jogo. Com o dinheiro, Sida comprou a sua primeira casa própria, realizou sonhos, ajudou a família. Mas o que ninguém imaginava é que o prémio mais desejado da TV brasileira perder-se-ia numa das histórias mais tristes e injustas do reality show.
Sida confiou demais, foi fiadora da sua então assessora que se dizia assessora e que pessoa pediu pediu para eu ser fiadora de uma casa no recreio dela. É para alugar para ela. Eu aluguei mais um minutinho. E esta mulher simplesmente deixou de pagar as prestações de um imóvel que havia comprado. Ela não pagou a renda dessa outra da da casa que ela estava. Isso.
Resultado, a justiça caiu para cima dos Sida e meteram-me na justiça, tal. Fui lá, negociei com a proprietária da casa, acabou que fizemos o acordo, gastei um dinheirão na remodelação da casa da mulher. Para liquidar a dívida da qual era responsável legal, ela teve de vender a própria casa, o bem mais valioso que conquistou com a vitória no programa.
E o restante dinheiro foi-se embora em reformas, acordos e tentativas frustradas de recuperar o prejuízo. Epá, que fizemos o acordo, gastei um dinheirão na remodelação da casa da mulher e o acordo que ela tinha feito comigo era ela tirar o meu nome, não é, do processo. Gastei o restante do dinheiro que tinha todo com a reforma e ela não tirou. Eu fui fiadora. Ela não pagou.
Eu vendi a minha casa para pagar algo que nem era meu. Sem património, sem contratos, sem apoio da Globo ou da patrocinadores, a Sida teve de recomeçar do zero. Hoje vive com o marido e os filhos num imóvel mais simples no interior do Rio de Janeiro, longe dos holofotes, longe do glamur e quase esquecida pelo grande público.
A campeã do BBB4 ensinou-nos uma lição dolorosa. Por vezes, o maior prémio da vida pode tornar-se um pesadelo se confiar nas pessoas erradas. E então, qual destas histórias te deixou mais chocado? Comenta aqui em baixo que quero muito saber. Se gostou do vídeo, já deixa o like, subscreve o canal e ativa o sininho para não perder nenhum conteúdo novo.
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