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A TRAGÉDIA que MATOU GUGU LIBERATO aos 60 ANOS — Rose Ficou Sem Nada

A TRAGÉDIA que MATOU GUGU LIBERATO aos 60 ANOS — Rose Ficou Sem Nada

1 bilhão e 400 milhões de reais na conta.  E o homem mais querido da televisão brasileira morreu trocando filtro do ar-condicionado de casa.  Gugu Liberato.  60 anos, uma noite de novembro de 2019, em Orlando, nos Estados Unidos.  Ele subiu numa escada para mexer no forro da própria casa.  Como qualquer um de nós, sobe num banquinho  para trocar uma lâmpada queimada. O chão cedeu. 4 metros. E acabou.

Mas presta atenção, porque não  é a queda que faz essa história. A queda matou o homem. O que veio depois quase matou a família.  Poucas semanas depois, os filhos abriram o testamento que o Gugu tinha assinado lá em 2011.  Estava tudo amarradinho.  75% para os três filhos, 25% para os cinco sobrinhos, pensão para mãe.  Um homem que pensou em cada detalhe.

Em cada um, menos numa pessoa.  A Rose, a mulher  que dormiu do lado dele por 18  anos, a mãe dos três  filhos dele. A Rose  não estava no papel,  nem uma linha. E é aqui  que eu te faço a pergunta que vai te  segurar até o fim desse vídeo.  Como é que um homem que lembrou  de todo mundo, até dos sobrinhos,  um por um, com um nome, esqueceu justo da mulher que dormia do lado dele?  Foi esquecimento? Foi decisão? Foi alguma coisa que ninguém via dentro daquela casa?  Eu passei semanas mergulhado nessa história, lendo o que saiu em 2019, acompanhando cada reviravolta até o fim do ano passado, 2025, quando isso teve um ponto final na televisão.

Com a família inteira falando.  E ela tem três pedaços que eu preciso que você guarde na cabeça, porque os três voltam lá no fim.  Um testamento que partiu essa família em dois, irmã contra irmão, mãe contra cunhada.  Uma fortuna de mais de um bilhão parada cinco anos na justiça.

E um final no fim de 2025 que  ninguém viu chegar. Um final que não tem a ver com o Gugu, tem a ver com os filhos dele.  Senta aqui comigo, que essa história eu vou te contar do  começo. Mas, pra você  entender como uma família que  enterrou esse homem junta,  abraçada, chorando junta,  conseguiu se partir em  dois poucas semanas depois.

Eu preciso primeiro te apresentar  quem o Gugu era de  verdade. Porque essa  é a parte que quase ninguém parou para pensar.  A gente conhecia o sorriso?  Conhecia o apresentador do domingo.  Mas o homem que assinou aquele testamento?  O homem que deixou a Rose de fora?  Esse a gente nunca conheceu direito.  Então volta comigo!  1959.

São Paulo. Antônio Augusto de Moraes Liberato.  Filho de portugueses que vieram de longe para trabalhar.  Gente simples que não tinha nada de sobra.  Família que veio de Portugal para criar os filhos no Brasil.  De sol a sol, do jeito que tanta família brasileira foi criada.  E esse menino tinha uma obsessão, televisão.

Mas não do jeito que a maioria dos meninos tem, de querer aparecer, de querer ser famoso.  Não.  O Gu queria fazer televisão, queria estar por trás, bolando as coisas, inventando os  quadros.  E aí ele fez uma coisa que hoje parece de outro planeta pegou papel e  caneta e escreveu uma carta para o Silvio Santos o Silvio Santos o maior homem da televisão brasileira  na época o dono do SBT e nessas cartas esse moleque sugeria ideias de quadros, ideias de programas, como se fossem dois colegas de trabalho trocando ideia no corredor.

Imagina a cara de coragem, um menino qualquer, de uma família qualquer,  escrevendo para o homem mais importante da televisão.  Para um segundo nesse menino, porque tem uma coisa nele que diz muito.  Filho de português que veio de longe,  de família que trabalhava de sol a sol para botar comida na mesa.

Esse menino não tinha padrinho, não tinha sobrenome importante, não tinha ninguém na televisão para abrir uma porta.  Ele tinha só duas coisas, um sonho do tamanho do mundo e a coragem de botar no papel e mandar. Pensa em quantos  meninos e meninas você conheceu  na vida que tinham um sonho grande  e morreram com o sonho guardado na  gaveta.

Por medo, por vergonha,  por achar que não era  para eles. O Gugu não guardou,  lambeu o selo e mandou  E o mundo respondeu.  O Silvio leu, gostou e chamou o menino.  Aos 14 anos, o Gugu entrou na televisão.  Mas não na frente das câmeras, não.  Ele entrou como assistente de produção, atrás das câmeras, exatamente como ele sonhou.

O sonho de fazer televisão por dentro virou realidade antes mesmo de ele virar adulto. E olha que detalhe  que talvez você reconheça de casa.  O Gugu chegou a  começar faculdade de odontologia  no interior de São Paulo.  Ele ia ser dentista.  Diplomar certo,  profissão garantida, vida  tranquila. E largou.  Largou tudo quando o Silvio chamou  de vez.

Trocou o seguro  pelo sonho e você que talvez já tenha visto um filho largar uma coisa certa  pra correr atrás de uma incerta sabe o frio na barriga que isso dá uma mãe a  mãe do google viu o filho trocar dentista por televisão. Olha que aposta. Quase sempre dá errado. Com o Gu, não deu. E…  Eu queria que você parasse nesse menino mais um segundo, porque ele virou uma coisa maior do que  ele mesmo.

Filho de imigrante, de família que não tinha nada de sobra, sem ninguém para abrir uma  porta. E mesmo assim, chegou lá. E é por isso, eu acho,  que o Brasil amou tanto esse homem.  Porque ele era a prova viva  de que dava. De que  o filho do pobre, do imigrante,  do interior, podia  chegar no topo. Ele era  o sonho da dona de casa  que torcia para o filho vencer.  Era a esperança do pai  que se matava de trabalhar para dar estudo para os meninos.

O Gugu não era só um apresentador.  Ele era uma promessa.  Uma promessa de que o Brasil às vezes deixa a gente subir.  Guarda essa ideia, porque ela vai te ajudar a entender  por que a morte dele machucou um país inteiro como se fosse perda de família?  A gente não chorou só um homem.  A gente chorou um pedaço da própria esperança.

Agora guarda esse menino na cabeça.  Porque é ele, esse mesmo, o das cartas, o da coragem que décadas depois ia virar o homem mais querido do Brasil.  E é ele, também, que ia assinar o papel que partiu a própria família.  A mesma mão que escreveu a carta para o Silvio, escreveu o testamento que deixou a Rose de fora.

Mas, para ele chegar nesse testamento, primeiro ele teve que conquistar o domingo do Brasil inteiro.  E foi exatamente aí, no auge de tudo, que a história começou a virar.  1982.  O Gu finalmente sai de trás das câmaras e começa a apresentar.  Um programa de sábado à noite.  Viva à noite.  E aqui eu preciso que você lembre como era o sábado à noite naquela época.

A TRAGÉDIA que MATOU GUGU LIBERATO aos 60 ANOS — Rose Ficou Sem Nada

Era sagrado.  A família toda na frente da televisão, sem celular, sem nada para dividir atenção.  E ali estava aquele rapaz de sorriso largo, de energia que não acabava nunca,  falando com a câmera como se estivesse falando com você na sua sala. O Viva Noite estourou e o Menino das Cartas virou estrela de verdade.

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