Posted in

¿Amor real o traición familiar? El escandaloso secreto detrás del repudiado matrimonio de Elba Esther Gordillo con un hombre 41 años menor que fracturó a su propia sangre, desató la furia sindical y la dejó en la ruina moral

¿Amor real o traición familiar? El escandaloso secreto detrás del repudiado matrimonio de Elba Esther Gordillo con un hombre 41 años menor que fracturó a su propia sangre, desató la furia sindical y la dejó en la ruina moral: La oscura verdad que la dejó completamente sola.

Elba Esther Gordillo: ASQUEROSO Matrimonio 41 Años Menor… El Repudio de su Propia Hija. 

12 de fevereiro de 2022. Oaxaca. No interior do jardim etnobotânico de Santo Domingo, uma mulher de 77 anos caminha vestida de noiva em direção a um advogado de 36. Lá fora, os professores gritam o seu nome como se fosse uma sentença. No interior há flores brancas, taças, música, segurança privada e telemóveis retidos.

Lá fora há fúria, golpes, portas forçadas, arranjos destruídos e uma frase que cai sobre a noite como uma pedra. Elba, não é bem-vinda. Esta mulher não era uma artista que procurava um último aplauso. Era Elba Esther Gordilho, a professora, a mulher que durante 24 anos controlou o maior sindicato dos professores da América Latina.

 Conversou com presidentes, moveu partidos, lançou candidatos e transformou o seu apelido numa chave capaz de abrir portas que para outros mexicanos alguma vez existiram. Mas nessa noite, enquanto tentava dançar com Luiz Antônio Lagunas, seu marido 41 anos mais novo, o passado entrou sem pedir autorização. Durante anos falou-se de contas obscuras, compras milionárias em San Diego, mansões em Coronado, empresas familiares, uma herança inexplicável de 373 milhões de pesos e um poder sindical que parecia não ter fim. Vazaram arquivos, contaram-se traições, nomearam-se advogados e disse-se que

no seio da própria família Gordilho, o sangue acabou convertido em campo de batalha. Mónica, a filha mais nova, morreu em 2016. Maricruz, a filha mais velha, ficou como o último laço vivo. E segundo as versões da imprensa, este laço quebrou-se quando Elba escolheu casar com o homem jovem que a sua família olhava com desconfiança.

Hoje, mais de uma década depois da sua detenção em Toluca, a história continua a arder. Como é que uma professora nascida em Comitã chegou a desafiar presidentes? Porque é que a sua fortuna foi cercada de suspeitas? O que aconteceu realmente às suas filhas, o seu genro, o seu partido e o seu legado político? E como terminou a mulher mais temida do magistério celebrando um casamento enquanto lá fora gritavam que era ladra? Esta é a história de uma mulher que ganhou poder, mas perdeu a sua casa.

Uma história onde o amor chegou tarde demais, o sangue deixou de responder e o apelido Gordilho passou de símbolo de comando a sinónimo de ruína. Tudo começou longe dos refletores, longe dos salões onde os presidentes baixavam a voz quando ela entrava. Comitã, Chiapas, 6 de fevereiro de 1945.

 Uma aldeia do sul mexicano onde a pobreza não era notícia. Era o ar que se respirava. Ruas secas, casas humildes, mulheres a transportar água, crianças aprendendo demasiado cedo que em certas terras nascer pobre é começar a vida com uma dívida que ninguém te explica. Ali nasceu Elba Esther Gordilho. Ela não nasceu poderosa, não nasceu temida, não nasceu rodeada de seguranças ou de secretários tomando notas.

Nasceu numa casa onde sobreviver já era uma forma de resistência. A sua mãe, Soila Estela Morales Ochoa, era professora rural, uma mulher que conhecia o cansaço de ensinar em comunidades esquecidas, de esticar o dinheiro até onde não dava mais, de ver as crianças indígenas chegarem à sala de aula com fome e, mesmo assim, pedir-lhes que aprendessem.

Guarde esta imagem. Uma menina a ver a mãe sair para trabalhar, não para enriquecer, mas para não cair, porque é aí que tudo começa. Antes do sindicato, antes dos milhões, antes das acusações, antes do casamento em Uaxaca, Elba aprendeu uma lição brutal. No México, o fraco suplica, o forte manda.

 E ela decidiu nunca suplicar. De Chiapas foi abrindo caminho até Nezahualcóyotl, no Estado do México. Aquele enorme cinturão de poeira, betão, migrantes e raiva, onde milhares de famílias chegavam procurando uma vida menos cruel. Ali, entre salas de aula modestas, reuniões sindicais e corredores onde a política cheirava ao café frio e à traição, Elba começou a compreender que a educação não movia apenas livros, movia votos, movia cargos, movia orçamentos, movia obediências.

Em 1970 entrou no mundo do PRI e do SNTE, não como rainha, como aprendiz, e o seu mestre foi Carlos Jonguintu de Barrios. O homem forte da vanguarda revolucionária do magistério. Com ele aprendeu a língua real do poder, não a dos discursos bonitos. O outro, o dos favores, das ameaças, das listas, das lealdades compradas, dos inimigos isolados.

Aprendeu rápido, demasiado rápido. Pense nisto por um momento. A mesma mulher que tinha visto a mãe lutar por tostões acabou por aprender como se gere ao medo de milhares de professores. Mas antes de se tornar a professora, Elba foi uma jovem que também perdeu. Aos 17 anos casou com Arturo Montelongo Martínez, um professor de geografia 12 anos mais velho do que ela.

Em 1963 nasceu Mari Cruz, a sua primeira filha. Por um instante pôde parecer uma vida normal, uma família, um lar, uma promessa. Durou pouco. Arturo adoeceu gravemente dos rins. Elba tinha apenas 19 anos quando tomou uma decisão que parece tirada de outra vida. Antes da dureza, antes da ambição desmedida.

Doou um rim ao seu esposo. Entregou uma parte de seu próprio corpo para salvá-lo, mas a medicina daquela época não pôde fazer o milagre. O transplante falhou. Arturo morreu em 1964. Imaginia, 19 anos, viúva, uma filha pequena, uma cicatriz no corpo, outra mais profunda na alma. Naquele dia, algo se quebrou.

 Talvez Elva tenha entendido que amar não bastava, que sacrificar-se não bastava, que dar tudo de si não garantia que a morte parasse à porta. E quando uma pessoa aprende isso muito jovem, ela pode se tornar humilde ou pode se tornar perigosa. Elva escolheu o segundo caminho. Em 1970, casou-se com Francisco Arriola Urbina. Dessa união nasceu Mônica Arriola Gordilho, sua segunda filha. Mas o casamento também não resistiu.

Em 1971, já estava acabado. Duas filhas, duas histórias familiares fraturadas, duas meninas crescendo sob a sombra de uma mãe que tinha cada vez menos tempo para abraçar e mais sede de controlar. E então chegou o dia que mudaria a história sindical mexicana. 24 de abril de 1989. Com o apoio político de Carlos Salinas de Gortari, Elva Ester destituiu seu próprio mentor, Carlos Jonguintu de Barrios, e assumiu o controle do SNTE.

Read More