Musa da Globo, nos anos 80, abandonou a carreira no auge da fama e desapareceu da TV. Boatos de sida, ataques de pânico e até supostas paranóias. Agora, aos 65 anos, Lídia Bronde finalmente reapareceu e revelou porque abandonou a Globo. O que realmente aconteceu? Por onde anda Lídia Bronde hoje em dia? Lídia Bron entrou no coração do público brasileiro numa época em que a a televisão era ainda a grande janela da cultura popular.
Filha de Lilia Bronde e do reverendo Jonas Neves Rezende, um pastor presbiteriano. A Lídia passou os primeiros anos da vida entre Campinas e Ribeirão Preto, até que a família se estabeleceu no Rio de Janeiro por causa do trabalho do pai, que assumiu um novo cargo pastoral na cidade. E foi aí, ainda muito nova, que começou a ter as suas primeiras experiências com a atuação em apresentações amadoras na Igreja Presbiteriana de Ipanema, onde o pai pregava, plantando, sem saber, a semente de uma carreira que muito rapidamente ganharia destaque nacional.

Ainda na adolescência, Bron fez testes emissoras de televisão, pois para além de pastor, o pai de Lídia trabalhava na extinta TV educativa do Rio de Janeiro. Assim, ela logo fez contactos e foi selecionada para protagonizar em 1975 a série pedagógica Márcia e os seus problemas. Vivendo a protagonista Márcia, aquela foi a sua primeira grande oportunidade profissional na TV.
Mas depois, após realizar testes com o O diretor Walter Avancini, foi contratada pela Globo, que já era líder de audiência, e nesse mesmo ano estreou na estação como Estela na novela O Grito. Com o passar do tempo, Lídia foi-se tornou uma musa dos anos 70 e 80 e a sua trajetória ligou-se diretamente com o que havia de mais emblemático na dramaturgia brasileira da época.
Dancing dias. Depois, Júlia, lá na Europa há assim descartaca como incrementada. Os gigantes baila comigo. Roque santiro. Isto aqui é propriedade privada. Essas terras são do meu pai. Quem é que te autorizou a andar por aqui? O teu pai. E Tieta foram produções em que ela interpretou personagens que marcaram gerações.
Eu quero viver contigo. Eu quero viver para si. Ah, até ao fim dos meus dias. Eu também. Mas foi com o papel de Solange do Pat no grande sucesso Vale Tudo de 1988 que Ldia Bronde atingiu o seu auge na televisão. A personagem doce e carismática que era vítima da vilã Maria de Fátima tornou-se uma referência na cultura estilo pop, que aparentemente ganhou esse round, não é? Estás aí vestida como tu queria, com passaporte que queria e o nome que queria.
Mas na verdade sabes onde é que estás, Fátima? no chão. Inclusive, ela teve uma das frases mais marcantes de toda a novela e fez com que a atriz consolidar-se como uma das grandes estrelas da Globo. Naquele momento, para fãs e colegas de trabalho, a sua carreira parecia seguir um caminho certo para a ascensão, enredos de sucesso, reconhecimento público e a promessa de novos desafios artísticos.
Mas foi precisamente durante este período de maior visibilidade que algo inesperado a envolvendo começou a surgir como um ruído nos bastidores. A Lídia era considerada uma das atrizes mais promissoras da sua geração quando decidiu fazer algo que surpreendeu o público, deixar a televisão no ápice da fama.
Depois de brilharem novelas que marcaram uma época, ela decidiu simplesmente desaparecer dos ecrãs e dos olhos do público no início dos anos 90. E este afastamento não derivou de uma polémica, um papel inferior ou do temido ostracismo. Não aconteceu logo após a sua participação no meu bem, meu mal de 1990, que foi o seu último trabalho na TV Globo.
As pessoas dentro e fora da indústria ficaram em choque, porque naquele momento Lídia estava numa posição invejável. foi uma atriz reconhecida nacionalmente, tendo feito personagens que ficaram na memória afetiva do público, especialmente a Solange do Pra em Vale Tudo, papel que definiu a sua imagem de mulher forte e carismática.
Mas em vez de agarrar os novos projectos, a atriz decidiu traçar uma trajetória completamente diferente e novinha em folha. Na altura, essa viragem de chave foi rodeada de histórias e especulações que logo passaram a fazer parte do imaginário popular. Alguns veículos afirmaram que o afastamento de Lídia da TV deveu-se ao facto de ela estaria a enfrentar severas crises de pânico, um quadro que teria influenciado a sua decisão de se distanciar da vida pública, embora ela não tenha confirmado detalhes médicos diretamente na imprensa da época. Pouco
depois de deixar a vida artística de lado, a comunicação social descobriu que Lídia passou a se dedicar à sua formação em psicologia, abrindo portas para uma carreira muito distante dos holofotes que a mantinham em destaque há anos na TV, atendendo doentes e atuando profissionalmente na área da saúde mental.
A atriz, que tinha sido casada de 82 a 88 e era mãe, já estava a relacionar-se com o ator Cássio Gabuz Mendes, com quem tinha contracenaram em Vale Tudo, onde eles eram um par romântico: “E meu bem, meu mal”. A união entre os atores aconteceu em 1991, pouco depois da sua despedida das novelas. E esta decisão de dar um passo tão importante com Cássio marcou uma mudança profunda.
A Lídia não só abandonou a atuação, como também escolheu levar uma vida discreta com o marido, longe da fama estridente que a acompanhava desde os anos 70. Sem dúvida, a forma como ela terminou a sua carreira na televisão chocou os fãs e colegas de profissão, sobretudo porque não se tratava apenas de uma pausa para descansar ou experimentar algo novo, mas uma retirada definitiva dos palcos e dos ecrãs, exatamente quando a sua imagem estava consolidada e ela poderia ter protagonizado inúmeros outros projetos na Globo e em outras emissoras, fazendo muito
dinheiro. Depois, com o tempo, os media passou a resgatar entrevistas antigas e a procurar explicações, dado que nada foi declarado oficialmente pela atriz. Alguns jornalistas lembraram que em 1995, quando questionada sobre o seu afastamento, Lídia chegou a dizer que não tinha abandonado a carreira por traumas, afirmando mesmo que só estava dando um tempo, conforme a reportagem citava.

No entanto, aquela merecida pausa nunca se revertia em retorno. E, curiosamente falando, o seu afastamento aconteceu precisamente numa época em que a televisão brasileira estava a passar por grandes transformações e novas tramas de sucesso se consolidavam. Sendo assim, o público ficou intrigado durante décadas. Como alguém que tinha estado tão presente nos lares de milhões simplesmente se afastaram sem aviso prévio ou explicação.
Essa pergunta ecoou durante anos entre os fãs em matérias de revista e de retrospectiva, pois a falta de motivos sólidos para tamanha reclusão deu margem para que diversos boatos surgissem. O afastamento de Lídia Bronde das Artes gerou uma série de cruéis mexericos e, infelizmente, infundadas, que circularam na imprensa e entre o público.
Passados vários anos de o seu último trabalho em televisão, que foi a novela Meu bem, meu mal, os boatos começaram a levantar questões sobre a sua saúde e vida pessoal, mas nenhum deles tinha base comprovada na realidade. No início de 1995, por exemplo, quando a atriz vivia em São Paulo, ganhou força o rumor de que Lídia terá deixado a TV por estar com Aides.

