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Passados ​​43 anos, Cléo Pires revela tudo o que o pai fez a Glória Pires!

Que o meu pai Fábio foi péssimo paraa minha mãe e esteve ausente da minha vida. E isto é verdade, gente. E não tem de ser um problema eu dizer isso. Essa é a a minha experiência, é a minha vida. Eu não posso mentir sobre a minha vida. Eu não me sinto nesse direito. O que eu acho é que há um tabu familiar que a família tem de ser perfeita.

E a minha família não é perfeita. Durante décadas, o Brasil acreditou que esta era apenas mais uma história de amor que não resultou. Um casal jovem, famoso, apaixonado, que simplesmente seguiu caminhos diferentes. Mas e se tudo isto não passar de uma versão incompleta? E se por detrás da separação de Glória Pires e Fábio Júnior existir uma história muito mais pesada, marcada pela ausência, mágoas profundas e verdades que ficaram escondidas por mais de 40 anos, o que realmente aconteceu longe das câmaras e por essa separação

 

deixou cicatrizes tão fortes na própria filha do casal? Agora, décadas depois, Cléo Pires decide quebrar o silêncio e expõe pormenores que chocaram o público, revelações sobre o abandono, conflitos, traições e uma relação de pai e filha que passou anos à beira do colapso. Mas a pergunta que não quer calar é: até que ponto tudo isto poderia ter sido evitado? E está preparado para descobrir o que realmente aconteceu? Antes das polémicas, das revelações e das feridas que viriam anos mais tarde, existia um casal que parecia

simplesmente perfeito aos olhos do público. De um lado, Fábio Júnior, um jovem talentoso, carismático e já emergindo como um dos grandes galãs do O Brasil nos anos 70. Fala-se brasileiro. Buenas noites. Se quiser filho de uma pianista perde. É, é um é um ícone. Fábio Júnior carrega décadas de fãs, um símbolo da música romântica brasileira como cantor e compositor.

Filho de uma pianista e de um motorista de táxi. Nasceu em São Paulo a 21 de Novembro de 1953 e desde cedo mostrou que não estava disposto a ser apenas mais um. Começou na música ainda jovem. Formando com os irmãos o grupo Os namorados, mas cedo percebeu que o seu destino era maior. Chegou mesmo a cantar em inglês, utilizando o nome artístico Mark Davis, seguindo a moda da época, mas algo dentro dele não aceitava aquilo.

 E foi aí que surgiu uma das primeiras decisões marcantes da sua carreira. Ele exigiu cantar em português e usar o seu própria identidade. Eu quero só a ti. uma atitude ousada que acabaria por ajudar a transformá-lo num dos artistas mais populares do país. Mas enquanto a sua carreira subia rapidamente, a sua vida pessoal já transportava sinais de turbulência, brigas constantes dentro de casa, conflitos familiares e um jovem tentando fugir a esse ambiente.

 Foi nesse contexto que aos 23 anos, Fábio tomou uma decisão impulsiva. casou como quem tenta escapar a tudo. Mas o que não imaginava é que este padrão de relações intensas e turbulentas ainda se repetiria muitas vezes ao longo da sua vida. E foi precisamente nesse momento que o destino colocou no seu caminho alguém completamente diferente.

 Do outro lado da história estava Glória Pires. Nascida no Rio de Janeiro a 23 de agosto de 1963. Filha de um comediante e de uma produtora. Glória cresceu num ambiente totalmente oposto, estruturado, estável, organizado. Desde muito pequena, já estava diante das câmaras. Com apenas 5 anos, estreou-se na televisão e aos 8 já participava numa das novelas mais importantes da época.

A mamã disse que vai dar doce no meu aniversário e gelado. Eu gosto de gelado. Não gosta? Mas o que mais chamava a atenção não era só o talento, era a disciplina. Mesmo sendo tímida, A Glória tinha uma maturidade impressionante para a idade, algo raro mesmo entre adultos. Os seus pais acompanhavam de perto cada passo, ensinando a responsabilidade, o foco e a limites.

 E talvez tenha sido exatamente esta diferença de mundos que tornou este encontro tão explosivo. Porque quando estes dois universos se cruzaram, nada mais foi como antes. Foi em 1979, nos bastidores de uma novela que tudo começou. O encontro entre Glória Pires e Fábio Júnior não aconteceu numa festa, nem num evento glamoroso, mas sim dentro de um set de gravação.

Prazer conhecê-la. Na telenovela Cabucla, escrita por Benedito Rui Barbosa, Glória interpretava Zuca, uma jovem simples do campo. É a nossa filha. Zuca. Enquanto Fábio dava vida a Luís Jerónimo, um rapaz elegante da cidade que se apaixona por ela. Era para ser apenas mais uma história de amor na televisão.

 Mas algo inesperado aconteceu. Química entre os dois era tão intensa, tão natural, que rapidamente deixou de ser apenas atuação. Na ponha talenta de novo. Olhares demorados, proximidade fora das cenas, conversas que se estendiam para além do guião. E quando perceberam, a ficção já não existia. O romance tinha saído dos ecrãs e invadido a vida real.

 Mas havia um pormenor que muita gente ignorava naquela altura e que mais tarde se tornaria um dos pontos mais delicados desta história. A diferença de idade, Glória tinha apenas 15 anos, enquanto o Fábio já tinha 25. Nesse momento parecia apenas um pormenor, mas será que realmente era? Ou esse foi o primeiro sinal de que algo ali não estava tão equilibrado como parecia? Mesmo assim, a relação avançou rápido, muito rápido.

 Eles tornaram-se o casal mais falado do país, estampando capas de revistas, dominando manchetes e alimentando o imaginário de milhões de brasileiros. O público via ali um verdadeiro conto de fadas moderno, jovens, bonitos, famosos e aparentemente apaixonados. E como se tal não fosse suficiente, em 1980, os dois voltaram a contracenar juntos, desta vez na novela Água Viva, agora interpretando um médico e uma jovem envolvida num romance cheio de emoções.

 Mas foi precisamente nesta fase que começaram a surgir os primeiros rumores, boatos nos bastidores, sussurros entre colegas e uma história que ninguém conseguia confirmar, mas que muitos desconfiavam. Durante a novela, a personagem de Fábio também se envolvia com outra mulher na trama. E as cenas eram intensas, abraços, beijos, conexão.

 E logo surgiu a pergunta que ninguém conseguia ignorar. Será que tudo aquilo estava ficando apenas nos ecrãs? Ou a vida real dos dois? Mesmo com os rumores, Glória Pires demonstrava segurança. Em uma entrevista na altura, ela deixou claro que acreditava que um relacionamento precisava de confiança e que sabia diferenciar o amor de uma simples paixão.

 Mas olhando hoje, será que essa confiança era suficiente? Ou ela estava prestes a ser colocada à prova de uma forma que ninguém imaginava. No meio de tanta exposição, paixão e expectativas, o que parecia inevitável aconteceu. Em 1981, Glória Pires e Fábio Júnior oficializaram a relação. O casamento foi amplamente explorado pela comunicação social.

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